sábado, 16 de abril de 2011

Life

Em muitos momentos da nossa vida, escutamos de nossos pais, ou apenas pessoas mais 'velhas', que devemos fazer isso ou aquilo.

Que devemos aproveitar nossa vida "agora", que se eles pudessem voltar a terem nossa idade, "Deus me livre.."

Como uma rotina semelhante em seus passos basicos, podemos resumir a vida de todos.

Nascemos.. Vamos aprendendo. Absorvendo conhecimento.. bons e ruins.. começamos a ter experiências "proprias".. conquistas e decepções. Ops.. alguem ja tinha avisado q isso poderia acontecer, ou q ja aconteceu com fulano não é ? Não são experiências novas ...

Tornamo-nos jovens. Nossa.. Jovem sabe tudo. É nessa idade que podemos perder algo no caminho, onde o corpo da um salto gigantesco, onde nossas forças sobressaem sobre elas mesmos.. onde o conhecimento aumenta de forma exponencialmente .. Nos tornamos hora ignorante, donos da verdade ...

Posteriormente à isso, e as vezes muito raramente, antes mesmo, conhecemos um sentimento novo. "amor".

Juramos lealdade, fazemos planos, sonhos, escolhas, tudo em torno de uma pessoa.

Mas aí que acontece o que com certeza seu pai, tio, alguém tinha avisado ...

"Larga mão disso.. vc eh muito novo... vcs tem muito pra viver ainda.. se for pra ficarem juntos depois, vão ficar..."

Eis mais uma decepção alarmada..

Como uma vacina, essa experiência nos torna uma pessoa forte, talvez fria. Mas com certeza é uma experiência. Conseguimos nessa primeira decepção descobrir que a dor é algo inigualável, que por mais que tenha sido muito bom todo o período com a pessoa, pensamos que aqueles momentos de dor não fazem tudo valer a pena. Conseguimos assim nos fechar, deixar que nenhuma pessoa entre em nossa vida, assim temos todo o controle da situação. Conseguimos quem queremos mas com a segurança de não gostar o suficiente para não se machucar.

Passa o tempo e a vida parece ficar sem graça. Que tipo de pessoa se imagina sozinha no futuro ?
Se fomos criados em meio à tanto carinho, amor, afeto pelos nossos pais.. pela nossa família..
Por que não podemos criar isso também? Se sabemos que amor de pai, mãe e irmãos são os maiores amores do mundo, porque não dar continuidade ?

Entramos em mais um dos grandes dilemas: Curtir a vida com amigos, sair, festejar, seguir carreira profissional? Ou encontrar a metade da laranja, o chinelo velho pro pé torto e construir a família ? Família que por mais que tentamos, sabemos que conseguir o sucesso de nossos pais parece muito mais distante à cada dia. "Caramba, como você consegue pai? Como conseguiu mãe ?"

Parece que chega um momento onde não queremos mais joguinhos, onde o simples fato da honestidade é o nosso plano. Tendemos à escolher nossa metade e tentar construir, mesmo que lembrando o quão bom é viver sozinho. Afinal, trocarei mesmo minhas noitadas com amigos, cerveja, papo furado, risada e diversão? Por noites, hora abraçado com ela, hora no supermercado, esporadicamente meio à diversão, com amigos comuns ou não, discutindo uma possível maior liberdade sozinho? Aliás, como ter garantia de que essa é a nossa metade? Como nossos pais descobriram q fulano(a) era a pessoa certa ? Em que momento tiveram essa certeza? Como saber se é esse o passo à dar ?

Qual será o próximo passo?
Mais uma decepção ? Outra vacina? Uma conquista ? Um novo capítulo ? Uma "nova" história ?

Com um quase arrependimento, tento lembrar tudo o que já me disseram e procurar essa passo tentando me proteger ou apenas saber o que pode acontecer. Como isso não é possível, porque talvez tenha sido no nosso momento ignorante, egoísta.

Apresso-me à procurar essa resposta ou apenas descobrir o destino. Afinal, somos nós quem o construimos, certo ?!

Que vida..

Um comentário:

  1. Mais uma vez conclui-se que só há uma certeza: são as dúvidas que nos movem, dando significado ao que somos todos os dias...

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