Já fui o chorão, que quando não conseguia algo chorava como se aquilo fosse resolver o mundo.
Já fui o palhaço, que arrancou sorrisos, sinceros ou não, de pessoas queridas.
Já fui o chato, que empatou ou invocou com qualquer idéia, apenas para contrariar.
Já fui o genio, que bolou ideia brilhantemente surpreendente em algo simples.
Já fui o lerdo, que demorou para entender a piada e ficou com vergonha de rir depois.
Já fui o ladrão, que pegou aquele objeto escondido dos pais, porque eles não queriam que eu pegasse.
Já fui o honesto, que errou e deixou claro e aberto o que errou.
Já fui o medroso, que escondeu até mesmo o pé embaixo da coberta, e sobre o colchão (afinal, que medo de deixar só o pé pra fora da cama).
Já fui o corajoso, que deu a cara a tapa e o peito pra porrada.
Já fui o traído, afinal, quem nunca se surpreendeu com uma atitude inesperada e interpretante de forma traidora ?
Já fui o traidor, que apesar de achar errado, por ego, desejo, e/ou inconsequencia, cometeu atitude traidora.
Já fui o herói, o bobo;
a estrela, o reprimido,
já fui feliz
e também deprimido.
Afinal, "acho que não sei quem sou, ..."
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